O
RGA, Revisão Geral Anual, é previsão constitucional, estando garantido na Carta
Política no artigo 39, parágrafo quarto, o que define que, os salários dos
servidores públicos, poderá ser alterado por lei específica, o que, após
constante articulação dos trabalhadores, greves, embates e persistentes
manifestações, e, após as costumeiras quedas de braço nos governos Maggi e
Silval Barbosa, os trabalhadores, apesar de tudo, recebiam, mais
especificamente, em Silval.
Eram
tempos em que a Assembleia Legislativa não era como é hoje: servil.
Ocorre
que, a prerrogativa de enviar projeto de lei sobre RGA para a Assembleia
Legislativa é do Governador, isto, no caso dos servidores do poder executivo. E
para a surpresa de quase ninguém, já no governo Taques os servidores viram seu
direito ao RGA entrar a decadência, Taques entrou para a história como o
governador “especialista em RGA”, lógico, em não pagar.
Saímos
do governo Taques em 2018, seu sucessor, o Governador Mauro Mendes, adentrou ao
governo e, na primeira semana tratou de deixar claro como seria a vida dos
servidores do poder executivo durante seu mandato, enviando um pacote a
Assembleia Legislativa que trouxe mudanças no Regime de Previdência, sendo as
duas mudanças mais significativas, o aumento de contribuição dos servidores da
ativa que passou de 11% para 14%, e, o segundo, e, mais cruel, fez com que os
aposentados que já haviam contribuído por toda a carreira voltassem a pagar 14%
de previdência, isto, em uma fase da vida em que esta fatia do salário pode
ajudar a pagar um plano de saúde, remédios, consultas e, enfim, ser investido
na qualidade de vida do aposentado e de sua família.
Com
o governo atual, os servidores do executivo amargaram vária derrotas, neste
cenário de inflação, altas semanais nos preços dos combustíveis os servidores
ficaram sem RGA em 2019, 2020, 2021 e, tendo recebido 7º de RGA em 2022, o que
não apaga a crueldade de Mauro Mendes, ou seja, este é o lugar que os
servidores do executivo tiveram em sua gestão.
Recentemente,
foi proposto um Projeto de Decreto Legislativo que tinha como objeto anular uma
resolução do Tribunal de Contas de Mato Grosso, contudo, por maioria, os
deputados estaduais votaram contra e o PDL foi ao arquivo.
Alega
o governador que a resolução em questão o impede de pagar 4,19 % de RGA previso
para o ano de 2018. Vale lembrar que o TCE/MT, não é um poder tais quais são os
três poderes previstos na Constituição Estadual, podendo a Assembleia rever
esta resolução, abrindo assim caminho legal para pagamento do RGA. Contudo, o
que seu viu foi uma Assembleia agindo conforme interesses pessoais de parte dos
deputados e servindo aos desígnios do Governador Mauro Mendes.
Mesmo
com as galerias lotadas, redes sociais mobilizadas, a maioria dos deputados
estaduais votaram contra o direito dos servidores do poder executivo receberem
RGA. A votação ocorreu no dia 08 de junho.
Alguns
falam com orgulho de terem feito base ao Governador para deixar os servidores
sem RGA em 2019, 2020, 2021 e, agora, ajudaram a negar mais 4,19% de RGA
referente ao ano de 2018. Trata-se de um grupo de deputados que, para serem
eleitos, pedem voto aos servidores e suas famílias, no poder, traem, negam,
renegam e ainda vendem para sociedade a ideia de mandato com responsabilidade
fiscal, quando na verdade, por benesses e, alguns, simplesmente pelo gosto de
humilhar quase 100 mil servidores, assim agem.
Para
os servidores do executivo de Mato Grosso a Assembleia Legislativa atual
deixará uma marca ruim.
Aprovou
por ampla maioria o aumento da contribuição previdenciária dos ativos de 11%
para 14%.
Aprovou
por ampla maioria que os aposentados voltassem a pagar 14% de previdência,
mesmo tendo eles já contribuído durante toda a carreira.
Aprovou
por ampla maioria a conduta do governador que deixou os servidores sem o RGA em
2019, 2020, 2021 e, agora, deu ao governador o direito de não pagar 4,19% de
RGA referente ao ano de 2018.
Aos
servidores do executivo estadual, restou um rastro de negação, destruição e
desmantelamento de direitos.
E
hoje, Mato Grosso está com 37% de gastos com pessoal, existindo uma margem de
12% para valorizar o quadro de servidores, o que até agora, não aconteceu. Pelo
visto, este é o segundo governador especialista em RGA.
Saiba,
na foto abaixo, quem são os deputados estaduais que votaram contra o pagamento
do RGA que é direito dos servidores.



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