Uma
proposta brasileira de geração descentralizada de energia baseada em ciclo
fechado de dióxido de carbono (CO₂)
busca investidores e parceiros para avançar da etapa acadêmica para a etapa de
validação experimental e prototipagem. Desenvolvida por Saulo Augusto de
Moraes, da UNEMAT, campus de Juara, a tecnologia denominada Plataforma de
Geração de Energia Sustentável Baseada em Ciclo Fechado com Energia Cinética de
CO₂ por Efeito Flash (PGES-CO₂-KE) foi apresentada na
plataforma científica SciELO Preprint, e ao Comitê Gestor do Pró-Amazônia Legal
(CGPAL) do Ministério de Minas e Energia.
A
proposta foi concebida inicialmente para atender localidades remotas com pouca
ou nenhuma infraestrutura elétrica, especialmente comunidades indígenas do Mato
Grosso. Segundo o manuscrito, o sistema utiliza CO₂ em ciclo fechado: o fluido
pressurizado passa por um processo de expansão, produzindo um jato supersônico
que movimentaria uma turbina radial, responsável por acionar um gerador
elétrico. O projeto descrito prevê, entre outros componentes, como bocal De
Laval, turbina de 12 pás, gerador de ímãs permanentes, sistema de recompressão
e recuperação do CO₂. O
trabalho apresenta como referência de projeto uma potência elétrica de até 4
kW.
Um
aspecto importante para potenciais investidores é distinguir proposta
tecnológica de tecnologia experimentalmente validada. O próprio preprint
informa que a PGES-CO₂-KE
ainda se encontra em fase de desenvolvimento e prova de conceito. A metodologia
proposta prevê modelagem computacional, construção de protótipo de bancada
instrumentado e, posteriormente, implementação em campo. Portanto, os
parâmetros apresentados no artigo devem ser entendidos como especificações e
resultados de projeto/modelagem propostos, e não como desempenho experimental
já demonstrado.
Quanto
vale a tecnologia e quanto poderá valer?
Considerando
o estágio atual — publicação científica, concepção técnica documentada — tem um
valor tecnológico estimado na faixa R$ 500 mil a R$ 2 milhões, com R$ 1
milhão como referência intermediária para a tecnologia em seu estágio atual. Ou
seja, se fosse vendida hoje para alguma startup ou conglomerado de tecnologia
de energia, já teria como valor de base, um milhão de reais.
Com
a prova de conceito efetivada — geração elétrica, estabilidade operacional,
eficiência, recuperação do CO₂,
segurança e repetibilidade — o patamar econômico muda substancialmente. Como
cenário prospectivo, essa tecnologia validada em bancada, estaria na faixa dos
R$ 10 milhões a R$ 30 milhões, dependendo dos resultados obtidos, propriedade
intelectual, custos de fabricação, escalabilidade, certificações, modelo de
negócio e interesse de parceiros industriais.
De
acordo com Saulo, o projeto encontra-se em um ponto particularmente relevante
para captação: a publicação científica documenta a proposta, mas o próximo
passo é transformar o conceito em evidência de bancada, o que demanda
investimentos. O investimento buscado teria como finalidade justamente
financiar engenharia, materiais, fabricação do protótipo, instrumentação,
ensaios e validação. A partir dessa etapa, resultados mensuráveis poderiam
permitir uma avaliação econômica muito mais robusta da tecnologia.
Para
investidores, a oportunidade apresentada pela PGES-CO₂-KE está menos em adquirir uma
tecnologia já comercializada e mais em participar da etapa de transformação de
uma proposta científica publicada em uma tecnologia experimentalmente
demonstrada. O próprio registro na SciELO Preprints confirma a existência pública
do trabalho e seu enquadramento na área de Engenharias.
Os
interessados em investir, devem contatar o criador da tecnologia, Saulo Augusto
de Moraes em: saulo.augusto.moraes@unemat.br
Saulo
explica que no estágio em que a tecnologia se encontra – pré-seed ou estágio de
ideação/prototipagem – o foco dos investidores está na viabilidade da ideia, na
propriedade intelectual e na sua capacidade técnica de execução, com garantias
de participação em lucros de médio e longo prazo. Ou seja, serão donos de
partes percentuais da tecnologia.
Para
que os interessados possam por si próprios buscar avaliar a referida
tecnologia, antes de investir, podem acessar a primeira publicação científica
em:
https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/14333
