Uma professora da rede municipal de educação de
Juara, que preferiu manter o anonimato por medo de retaliações, denunciou estar
sofrendo possíveis episódios de assédio moral por parte da diretora da unidade
escolar onde trabalha. Segundo relato da docente, as situações de
constrangimento e hostilidade vêm ocorrendo desde o ano letivo passado.
De acordo com a professora, a diretora teria
protagonizado episódios de desrespeito em ambientes públicos da escola,
incluindo gritos nos corredores, causando constrangimento diante de colegas e
alunos. Em uma das ocasiões, a gestora teria afirmado que a professora “não é
bem-vinda na escola” e que precisaria “recorrer a orações”.
A professora afirma que, diante da recorrência
das situações, passou a registrar os episódios por meio de gravações, como
forma de comprovar a conduta denunciada. Segundo ela, o ambiente de trabalho vem
se tornando cada vez mais hostil, impactando diretamente seu bem-estar
profissional e emocional.
Ainda de acordo com a docente, houve uma
tentativa de buscar solução administrativa para o conflito, diretamente com à
coordenação da escola, para expor e registrar as ocorrências. No entanto, não
foi atendida.
O caso levanta discussões sobre o ambiente de
trabalho nas instituições públicas de ensino e a importância de canais efetivos
para acolhimento e apuração de denúncias.
Especialistas na área de relações de trabalho
destacam que situações de exposição, humilhação ou tratamento desrespeitoso
reiterado podem configurar assédio moral, sendo passíveis de investigação
administrativa, abertura de sindicância e, em casos específicos, procedimento
administrativo disciplinar.
Até o momento, não há informações sobre
posicionamento oficial da direção da escola ou da Secretaria Municipal de
Educação acerca das denúncias, mesmo após comunicação formal do ocorrido, há
mais de vinte dias, diretamente na Secretaria de Educação.
A professora diz estar na espera de que algo
seja feito para sanar esse tipo de situação e garantir um ambiente de trabalho
saudável pois isso é fundamental para o bem-estar dos profissionais e para a
qualidade dos resultados alcançados por qualquer instituição.
Garantir um espaço livre de assédio moral não é
apenas uma questão ética, mas também uma responsabilidade legal e humana.

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